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  • Anna

O QUE VALE A PENA REAPROVEITAR EM UMA REFORMA

Vamos falar sobre reaproveitamento nas reformas. O que dá para aproveitar? Vale a pena?

Bom, para começar, você precisa entender por que gostaria de reaproveitar algum elemento. Pode ser porque você acha bonito, ou que pode ser útil, ou – o que é muito comum – para economizar.


Na reforma da cozinha na Vila Madalena, em São Paulo, tivemos muito reaproveitamento, por todos esses motivos, então vamos ver o que deu certo e o que não foi aproveitado como pensamos.

Vamos começar por esse justo motivo então: a economia.

Aqui, a cliente tinha ganho dois tampos de granito branco polar, sendo um com cuba embutida e outro sem. Como os tampos estavam em bom estado ela pediu que aproveitássemos na reforma.

Devido ao tamanho da cuba, não conseguimos aproveitar um dos tampos. Já o outro poderia ser recortado para receber a nova cuba, sem problemas.


Eu havia previsto um frontão no mesmo material. No entanto, as pedras por serem elementos naturais, tem variações de tonalidades e o granito do frontão, poderia ficar muito diferente do tampo.

Fizemos do limão uma limonada e inovamos com o frontão no mesmo porcelanato do piso. Ficou lindo, moderno e deu super certo.

Para o tampo da ilha, usamos uma nova pedra, mas como as duas bancadas não estão tão próximas, a diferença é imperceptível. Aliás, vamos falar desse móvel.

Essa foto acima é do móvel original e reaproveitamos o gabinete inferior. Minha ideia foi revesti-lo em laminado melamínico azul (conhecido popularmente como "fórmica", que na verdade é uma marca). Como a ilha precisava ser mais alta, criei um nicho sobre o móvel, que serviria para a moradora, que faz cookies deliciosos, guardar as fôrmas. Assim, elas ficam a mão, na hora de assar os doces.


Porém, o marceneiro me revelou que acabou praticamente refazendo esse móvel, pois incluímos portas na parte posterior, que antes era fechada, desestruturando o móvel. Ou seja, deu quase na mesma do que se fizéssemos um novo.

Ainda na marcenaria, havia um ótimo armário embutido e tentamos aproveitar as portas, mas o marceneiro acabou fazendo um novo.


Conclusão de reaproveitamento de marcenaria: antes de contar com isso, converse com o marceneiro, pois há casos em que se torna mais trabalhosa a logística de reformar, do que de fazer um novo e o preço acaba saindo elas por elas. Depende muito do móvel e do nível da sua reforma. Próximo item!

Integramos o quartinho da área de serviço à nova cozinha e havia ali um piso de taco. Sugeri que mantivéssemos parte dele, na área da copa.

Os tacos foram restaurados por empresa especializada e ficaram assim: lindos.


Nesse caso, a ideia não era economizar, inclusive porque, não é barato fazer essa restauração. A intenção aqui foi manter um piso de alta qualidade e que traria o aconchego, que só a madeira é capaz de trazer, à área da copa. Foi uma decisão de arquitetura.


Por fim, os móveis. Nesse caso, unimos o útil ao agradável, ou melhor, unimos a economia à personalidade dos donos. Eles já tinham um armário de madeira de demolição e uma mesa de jantar, que eles gostavam, que era a cara deles e que combinava muito com o conceito do projeto. Conclusão: claro que aproveitamos.

Escolhemos novas cadeiras para compor com a roxinha, que eles também já tinham e escolhemos uma cadeira diferente da outra, seguindo a vibração descontraída do ambiente.


Dica final para você que quer reaproveitar algo na sua reforma: defina desde o início quais itens ou móveis você quer manter para que as medidas do projeto contemplem esses móveis. Senão, pode não caber depois.

Além disso, sabendo o que será mantido, o conceito do projeto já é pensando considerando esses itens, não correndo o riscos de parecerem um peixe fora d’água no final do processo.


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Até o próximo post!

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